Os
gases são, em geral, pouco solúveis em líquido. A solubilidade dos gases em
líquidos depende consideravelmente da pressão e da temperatura.
Aumentando-
se a temperatura, o líquido tende a “expulsar” o gás; consequentemente, a
solubilidade do gás diminui. Os peixes, por exemplo, não vivem bem em águas
quente por falta de oxigênio dissolvido na água.
Aumentando
a pressão sobre o gás, estaremos, de certo modo, empurrando o gás para dentro
do líquido, o que equivale dizer que a solubilidade do gás aumenta. Quando o
gás não reage com o líquido, a influência da pressão é expressa pela lei de
Henry, que estabelece:
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Em temperatura constante, a solubilidade de um gás
em um líquido é diretamente proporcional à pressão sobre o gás.
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Ou,
matematicamente:
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S = kP
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Nessa
expressão, k é uma constante de proporcionalidade que depende da natureza do gás
e do líquido e, também, da própria temperatura.
Outro
caso a considerar é aquele em que o gás reage com o líquido. Nessa
circunstância, as solubilidades são, em geral, bastante elevadas. Por exemplo,
é possível dissolver cerca de 450L de gás clorídrico, por litro de água, em
condições ambientes, devido à reação:
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HCl + H2O-->H3O + Cl-
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De
modo idêntico, dissolvem- se cerca de 600L de gás amoníaco (NH3) por litro de
água em condições ambientes, pela reação:
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NH3 + H2O--> NH4+ + OH-
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