sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Viaje em Psicose Química :)


ATENÇÃO


Confira nossos assuntos clicando nos marcadores ao lado! Não deixe de conferir também os jogos interativos em Entretenimento logo acima! Uma ótima dica para você que deseja aprender e ao mesmo tempo se divertir: na pagina Diversão ao lado de Entretenimento tem videos com paródias de músicas famosas com versões muito criativas. Nosso ultimo vídeo musica foi sobre entalpia.

NÃO DEIXE DE CONFERIRIR.




É muito amor pela química né! :)


Aposto que todos os fanáticos pela química adorariam essa coleção :)






Estequiometria da Pilhas e da Eletrólise


Introdução:Considerando que essas reações são reações como outras quaisquer, podemos concluir que elas obedecem a todos os critérios já vistos no cálculo estequiométrico.Na eletricidade, a quantidade de elétrons que passa por um circuito elétrico corresponde à ideia de quantidade de eletricidade (Q) e é medida em Coulomb (símbolo C).A intensidade da corrente elétrica (i ) é o quociente entre a quantidade de eletricidade (Q) que passou por um circuito e o intervalo de tempo (∆t ) correspondente a essa passagem. Temos então:
I= _Q_⇒ Q= i×tt
 A intensidade de corrente elétrica é medida em ampères (A), sendo que 1 ampère corresponde à passagem de 1 Coulomb por segundo, em um dado ponto do circuito elétrico. Na prática, a intensidade de corrente elétrica é medida com o auxílio de um amperímetro.Podemos dizer que o primeiro passo para sua resolução foi dado por Faraday, em 1834, quando verificou experimentalmente que, nas eletrólises:
A massa da substância eletrolisada é diretamente proporcional à quantidade de eletricidade que atravessa a solução
.Essa conclusão é chamada de lei de Faraday para a eletrólise e pode ser comprovada facilmente com uma célula eletrolítica, como mostramos ao lado:Medimos a intensidade de corrente (i ) no amperímetro, o intervalo de tempo (∆t) de passagem da corrente com um cronômetro e determinamos o aumento da massa (m) sofrido pelo catodo, devido à deposição de prata durante a eletrólise. Verificamos, então, que à proporção que
aumentam i e ∆t, aumentará também a massa
(m).Um segundo passo importante para a estequiometria dos processos eletroquímicos foi dado por Millikan, em1913, quando determinou a
carga de 1 elétron
, encontrando o valor de 1,6023 x 10
-19
Coulomb. Com esse valor e com a constante de Avogadro (6,023 x 1023), podemos calcular a carga elétrica de 1 mol de elétrons: Esse valor, que iremos usar como aproximadamente 96.500 Coulomb/mol, é a chamada constante de Faraday.Constante de Faraday é a carga elétrica de 1mol de elétrons e vale 96.500 Coulomb /mol.Com isso é possível definir a 1ª e 2ª lei de Faraday:
1ª lei
A massa que se forma em um eletrodo é diretamente proporcional à quantidade de carga que atravessa o circuito. Logo:
M = k.Q m= massa de substância produzida;
k= constante de proporcionalidade;
= quantidade de carga em C


2ª lei
A massa que se forma em um eletrodo é diretamente proporcional ao equivalente de oxi-redução da substância. Logo:
M = k.Em = massa de substância produzida;
K = constante de proporcionalidade;
E = equivalente de oxi-redução.

Equivalente de oxi-redução
: É a massa de um elemento que perde ou ganha um mol de elétrons

________________________________________________________________________


Comparação entre pilha e eletrólise:


Pilha
Eletrólise
Tipo de Reação
Oxirredução
Oxirredução
Força eletromotriz
Energia química
Energia elétrica
Espontaneidade das reações
Espontaneidades
Não espontaneidade
Configuração típica da célula
Pilha de Daniell
Eletrolise da água
Catodo
Polo positivo + : redução
Polo negativo -: redução
Anodo
Polo negativo -: oxidação
Polo negativo +; oxidação
Obs: perceba que tanto na pilha como na eletrolise o catodo corresponde a redução e o anodo corresponde a oxidação.



                           
                                           Pilha                                                     


Aplicações da Eletrólise


A eletrólise é uma transformação artificial, pois é provocada por um gerador, mas tem uma enorme importância prática. Ela tem grande utilização em indústrias, na produção de muitas substâncias, dentre elas metais alcalinos, alcalino-terrosos, gás hidrogênio e gás cloro. 
A eletrólise é um processo útil na obtenção de vários elementos químicos. Por exemplo: 

Sódio: eletrólise ígnea de NaCl (cloreto de sódio) fundido em um processo que ocorre a cerca de 800°C. 

Alumínio: eletrólise ígnea de Al2O3(bauxita). 
Soda cáustica (NaOH): eletrólise aquosa do NaCl (cloreto de sódio). 
Gás hidrogênio: eletrólise aquosa do NaCl (cloreto de sódio). 

Cloro: eletrólise ígnea do gás cloro (Cl2). O cloro é muito utilizado na produção de compostos orgânicos clorados e alvejantes, e também para o tratamento de água para consumo e de piscinas. 
Observação: Eletrólise ígnea é a passagem da corrente elétrica em uma substância iônica no estado de fusão, diferente da eletrólise aquosa em que a passagem elétrica ocorre através de um líquido condutor. 

A eletrólise é muito utilizada na galvanoplastia, isto é, no recobrimento de objetos com uma fina camada de metal. Vários cátions metálicos, após a redução, ficam grudados no cátodo, o que provoca a formação de uma camada de metal. Por exemplo: 

Niquelação: recobrimento de um objeto com níquel; 
Cromação: recobrimento de um objeto com cromo.

       
(carro com pintura cromada e calota de alumínio.)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Eletrólise Ígnea

A eletrólise ígnea é a eletrólise feita em ausência de água, normalmente são compostos iônicos fundidos. A eletrólise ígnea é por exemplo, como se obtém alumínio a partir da bauxita (minério de alumínio).

Para fazermos a eletrólise é necessário termos uma fonte de corrente contínua, uma cuba eletrolítica onde se encontra o sistema que sofrerá a eletrólise e eletrodos inertes que podem ser fios de platina ou barras de carbono grafite.



Como exemplo vamos fazer a eletrólise de NaCl .
*Primeiro passo;  é fundir o material para que os íons fiquem livres, se não o sistema não conduzirá corrente e não ocorrerá a eletrólise

                                              NaCl(s)   --->       NaCl(l)

O NaCl fundido apresenta os seguintes íons:

                                           
NaCl(l)        - >      Na+(l) + Cl-(l)

Quando a corrente começar a atravessar o sistema, iniciam-se asreações de óxido-redução não espontâneas. 

Reação catódica (redução):           
2  Na+  +  2e-      ->       2 Na(s)


 
Reação anódica (oxidação):             2 Cl-(l)     - >        2e-   + Cl2(g)


Para você lembrar: ânion migra para o ânodo, cátion migra para ocatodo.                 Para obtermos a equação global da eletrólise vamos somar as equações de cada etapa .


Reação global da eletrólise dissociação:

dissociação :                 2 NaCl(l)       -  >         2Na+(l) +  2Cl(l)
-reação catódica:             2Na+(l)   2e-        - >        2 Na(s)
-reação anódica:                       2Cl(l)    - >     2e-   + Cl2(g)

                                                              


-reação global da eletrolise:      2 NaCl(l)        - >         2 Na(s) + Cl2(g).

Eletrólise


É conhecido pelo nome de eletrólise  todo o processo químico não espontâneo provocado por uma corrente elétrica proveniente de um gerador (mais especificamente, uma pilha). A palavra eletrólise é a combinação de dois termos gregos: “elektró” (eletricidade) e “lisis” (solução), unidas para se referir a uma reação ocorrida por meio de energia elétrica. Algumas reações químicas acontecem apenas quando fornecemos energia na forma de eletricidade, enquanto outras geram eletricidade no momento em que ocorrem. Trata-se de um processo químico inverso ao da pilha, que é espontâneo e transforma energia química em elétrica.

                                         as pilhas funcionam por um mecanismo de eletrolise

A eletrólise também é um método usado para a obtenção de reações de oxidorredução. Em soluções eletrolíticas, o processo se baseia na passagem de uma corrente elétrica através de um sistema líquido que tenha íons presentes, gerando, assim, reações químicas.

As reações na eletrólise podem ocorrer de várias maneiras, dependendo do estado físico em que estiver a solução que vai ser submetida à reação.

Nas reações eletroquímicas, os processos são espontâneos quando ∆H é positivo,e quando é necessário o fornecimento de energia elétrica  os processos não são espontâneos,ou seja, ∆H é negativo.


A equação: 2H2O(l) → 2H2(g) + O2(g) , ∆H -1,23 V, é um exemplo de reação não-espontânea. Teoricamente deve-se ter ema voltagem de 1,23 V para que se inicie a reação, mas na prática o desprendimento gasoso só terá início ao atingir-se 1,70 V.



As reações de oxi-redução e os fenômenos biológicos.


A vida vegetal e animal, na água, depende do caráter oxidante ou redutor desta. O E0 da água varia de +0,3V a – 0,6V. Quanto mais for o valor de E0, mais oxidante será o meio aquoso. A acidez influi no caráter oxi-redutor da água: pelo princípios de Le Chatelier, um aumento da [H+] deslocará o equilíbrio no sentido do H2O, diminuindo, pois, o teor de oxigênio na água. Além disso, devido a seu caráter oxi-redutor, a água influi nos solos e, portanto, em toda a agricultura.




No campo da odontologia, reações de oxi-redução e fenômenos de formação de pilhas também geram consequências importantes. O amálgama usado em obturações, por exemplo, é preparado misturando-se 1 parte do mercúrio com 1 parte de uma liga em pó contendo prata, estanho, cobre e zinco; em alguns minutos, o amálgama estará maleável pra ser moldado na obturação e ,com mais alguns minutos, ele estará pronto para a mastigação. Com esse tipo de obturação, se mordermos um pedaço de papel de alumínio podemos sentir um choque no dente. Por que isso acontece? Porque o alumínio fecha o circuito de um pilha, provocando reações do tipo:

2Al0 + 3Sn2+ + 9Agà2Al3+ + 3Ag3Sn

Nessa reação, o alumínio é o anodo, o amálgama é o catodo e a saliva funciona como solução eletrolítica. A corrente elétrica assim gerada atinge o nervo do dente, provocando a sensação de choque. O  uso de metais ou ligas metálicas diferentes em dentes vizinhos pode também causar a formação de pilhas; nesse caso, não só o paciente poderá sentir choques na boca, mas também a corrosão das próprias restaurações odontológicas poderá ser mais rápida.

Corrosão



A corrosão é sempre uma deterioração dos metais provocada por processos eletroquímicos (reações de oxi-redução). O ferro, por exemplo, enferruja porque se estabelece uma diferença de potencial (ddp) entre um ponto e outro do objeto de ferro.




Além do ferro e do aço, outros metais e ligas metálicas também sofrem corrosão; por exemplo:




  •          O cobre e suas ligas ficam, com o tempo, recobertos por uma camada esverdeada chamada azinhavre, que é uma mistura de hidróxidos hidratados de cobre;
  •         A prata escurece com o tempo, devido à formação de uma película superficial de Ag2S, que é de cor preta; esse fenômeno é causado pelo H2S do ar.


É interessante constatar que objetos de alumínio não se oxidam com facilidade, apesar de o alumínio ser mais reativo do que vários dos metais comuns. Por que isso acontece? Na verdade, o alumínio sofre uma oxidação superficial, formando uma película muito fina de Al2O3, que permanece fortemente aderida à superfície do metal - é o fenômeno chamado de apassivação do alumínio. Essa película protege o alumínio da continuação do ataque dos agentes atmosféricos. No caso dos objetos de ferro ou de aço, a situação é diferente: a película de ferrugem que se forma é porosa, permitindo a passagem do oxigênio e da umidade do ar; desse modo, a corrosão continua até acabar com o objeto metálico.

A proteção mais comum contra a corrosão é a pintura. Em portões e grades de ferro, por exemplo, é usual lixar o metal e aplicar uma ou mais demãos de tintas à base de zarcão (Pb3O4); e, por fim, aplicar tintas especiais, na cor desejada. Chapas de aço podem ser protegidas por uma película de zinco, dando origem às chamadas chapas galvanizadas ou folhas de zinco. Essa película é obtida mergulhando-se a chapa de aço em zinco derretido ou depositando o zinco sobre o aço por meio de eletrólise.

Para retardar a corrosão do ferro ou do aço em canalizações de água, oleodutos, cascos de navios, tanques subterrâneos de combustíveis, etc. é costume ligar, a essas estruturas, blocos de outro metal mais reativo do que o ferro, como o magnésio, o zinco, etc. Tendo potencia de oxidação superior ao do ferro, o magnésio, por exemplo, será corroído mais depressa, retardando assim a corrosão do ferro ou do aço. Dizemos, nesse caso, que o magnésio funcionou como metal de sacrifício.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Eletrólise em solução aquosa

O que muda na eletrólise em meio aquoso é que a água participa do processo, portanto, ela é um pouco mais complexa. A diferença é que precisamos saber a ordem de descarga dos íons frente a água, já que essa interfere na descarga.






Conhecendo a ordem de descarga dos íons podemos montar a eletrólise em meio aquoso, precisamos dos mesmos itens só que a cuba eletrolítica não precisa ter aquecedores pois não iremos fundir o material.

Como exemplo vamos montar a eletrólise de NaCl em meio aquoso.

 O importante para montar as equações da eletrólise é identificar os íons presentes no sistema bem como não esquecer das moléculas de água que estão presentes (a água ioniza muito pouco em H+ e OH-).

No nosso exemplo as espécies presentes na cuba são:

NaCl que em meio aquoso dissocia em   Na+ e Cl-   e as moléculas de água.
Quando ligarmos a fonte começa uma reação de óxido-redução não espontânea, onde os íons ou as moléculas de água serão descarregados nos respectivos  polos. No nosso exemplo irão ser descarregados primeiramente o Cl- no ânodo e H2O no cátodo

-reações:

Dissociação do sal:     
2 NaCl(aq)      - >    2 Na+(aq) +  2 Cl-(aq)                                                                                                  
Água:                      2H2O    - >    2H2                                                                                                                                              

reação anódica:             2 Cl-(aq)     - >     2e-   + Cl2(g)                                                                                                                          
reação catódica:          2H2O(l) + 2e-      - >       H2 + 2HO-(aq)
                                                                                                                                                 

Reação global:         2 NaCl(aq) + 2H2O           2 Na+(aq) + Cl2(g)  +   H2 + 2HO-(aq)             
                                          
Observe na figura a formação de gás cloro no ânodo e de gás hidrogênio no cátodo, sobrando na cuba Na+ e OH-.                                                                                                                                                                                    
Lembre–se que a água pode ser descarregada no cátodo ou no ânodo, a seguir são dadas as equações de descarga da água no catodo e no anodo.


Descarga da agua:
no catodo: 2H2 + 2e-   - >  H2 + 2HO-
                                                                         no anodo:     H2O  - > O2 + 2H+ 2e



descarga do OH-               








As pilhas em nosso cotidiano.



Qualquer reação de oxi-redução serve para construir uma pilha eletroquímica. Até o final do século XIX, tinham sido inventados cerca de cem tipos de pilhas diferentes. A tendência foi a de se construírem pilhas de utilização cada vez mais prática, sem a presença de soluções líquidas que poderiam vazar, sem pontes salinas ou membranas porosas, que complicavam a construção da pilha.

1.      Acumulador ou bateria de automóvel ou bateria de chumbo




O acumulador foi inventado pelo francês Gaston Planté em 1860. É uma associação de pilhas ligadas em série.

A bateria de 12 volts usada nos automóveis, por exemplo, é formada por seis compartimentos (que podem ser reconhecidos pelas seis tampinhas por onde se repõe água). Cada compartimento é uma pilha (ou elemento) e produz uma fem de 2 volts (a ligação dos seis elementos em série produz, portanto, 6 " 2 volts % 12 volts). Associações com maior número de elementos dão voltagens maiores e são usadas em tratores, aviões e em instalações fixas, como centrais telefônicas, aparelhos de PABX, etc.

Durante o uso da bateria, como acontece quando damos partida no motor do automóvel, ocorrem as seguintes reações:

No anodo: polo – {Pb + SO2-4 à PbSO4  2e-
No catodo: polo positivo + {PbO2  + SO4-2 + 4 H+ + 2e- à PbSO4 + 2 H2O
Reação global: { Pb + PbO2  + 2 H2SO4  à 2PbSO4  + 2 H2O

O H2SO4 vai sendo consumido, o que causa a diminuição da densidade da solução.

Por outro lado, para carregar a bateria, deve-se ligá-la a um gerador de corrente contínua que movimente a corrente elétrica em sentido contrário ao do seu funcionamento normal; com isso, todas as reações acima serão invertidas.


Vantagens das baterias:

  •       Produzem corrente elétrica elevada em tempo curto, como é necessário para dar partida no motor do carro;
  •     São recarregáveis.

Desvantagens das baterias:

  •          Têm peso elevado, em comparação com a energia total que produzem;
  •           Contêm uma solução de ácido sulfúrico, que produz vapores tóxicos e corrosivos e oferece o risco de um eventual vazamento.




2.      Pilha de Leclanché.





A pilha seca comum, que usamos atualmente, foi inventada por George Leclanché em 1865. Pilhas desse tipo dão voltagem de 1,5 V, são relativamente baratas e, por isso, são muito usadas em lanternas, aparelhos de som portáteis, brinquedos, etc.

O polo negativo é o zinco, que constitui o próprio corpo interno da pilha. O polo positivo é o MnO2, em pó, que está presente na pasta interna da pilha. Essa pasta tem caráter ácido, devido à presença do NH4Cl. A barra de grafite funciona como polo positivo apenas na condução de corrente elétrica. As reações são complicadas e não totalmente esclarecidas. Em linhas gerais, ocorre o seguinte:
                                     
No anodo: polo – {Zn  à Zn2+ + 2e-
No catodo: polo positivo + {2MnO2  + 2 NH4+  + 2e- à Mn2O3  + 2NH3  + H2O
Reação global: {Zn + 2MnO2 + 2 NH4+ à Zn2+ + Mn2O3 + 2 NH3 +H2O

Na verdade, essas pilhas não funcionam totalmente a seco; no seu interior as pastas são úmidas, o que dificulta a migração dos íons. Por isso, só obteremos delas um rendimento máximo intercalando períodos de uso e de repouso. Além disso, considerando que suas reações são muito complexas e que a migração dos íons através da pasta é muito lenta, concluímos facilmente que essas pilhas não podem ser recarregadas como a bateria de um automóvel.


33.      Pilhas alcalinas



As pilhas alcalinas baseiam-se no mesmo esquema e, praticamente, nas mesmas reações das pilhas secas comuns, apenas sendo trocado o eletrólito NH4Cl (que é ácido) pelo KOH (que é alcalino) — daí o nome de pilhas alcalinas. As pilhas alcalinas dão voltagem de 1,5 V, e também não são recarregáveis. Comparando-as com as pilhas secas comuns, as pilhas alcalinas duram mais, mantêm a voltagem constante por mais tempo e produzem cerca de 50% a mais de energia, porque o KOH é melhor condutor eletrolítico e por isso a resistência interna dessa pilha é menor.

Em linhas gerais, suas reações são:

No anodo: polo – {Zn + 2OH à Zn(OH)2 + 2e-
No catodo: polo positivo + {2MnO2  + 2 H2O + 2e-                à Mn2O3  + 2OH
Reação global: {Zn + 2MnO2 + H2O            à Zn(OH)2 + Mn2O3


4.      Pilhas de Mercúrio



As pilhas de mercúrio não são recarregáveis; têm vida longa, boa capacidade de armazenar energia e apresentam voltagem de 1,35 V, que se mantém constante por longo tempo. São, em geral, construídas em tamanho diminuto e, por isso, são empregadas em aparelhos pequenos, como calculadoras portáteis, aparelhos de surdez, relógios de pulso, etc.

A pilha de mercúrio baseia-se nas seguintes reações, em meio alcalino (KOH):
No anodo: polo - { Zn  + 2OH- àZn(OH)2 + 2e-
No catodo: polo + { HgO + H2O + 2e- à Hg + 2OH-
Reação global: { Zn + HgO+ H2O à Zn(OH)2 + Hg


5.      Pilha de níquel-cádmio.



A pilha de níquel-cádmio é baseada nas seguintes reações em meio alcalino (KOH):

No anodo: pólo - { Cd + 2 OH- à Cd(OH)2  + 2e-
No catodo: pólo + { 2 NiO(OH) + 2 H2O + 2e-à 2 Ni(OH)2  + 2OH-
Reação global: { Cd + 2 NiO(OH) + 2 H2O àCd(OH)2 + 2 Ni(OH)2

Essas pilhas dão voltagem de 1,4 V, que se mantém constante até a descarga e, quando fora de uso, demoram mais tempo para se descarregarem. A grande vantagem é que elas podem ser recarregadas até 4.000 vezes, sendo, por isso,
empregadas em aparelhos elétricos sem fio, como câmeras de vídeo, barbeadores elétricos, telefones sem fio, ferramentas portáteis e em alguns modelos de telefones celulares. A desvantagem é que são muito mais caras do que as baterias de chumbo.


6.      Pilha de lítio ou pilha de lítio-iodo



A pilha de lítio-iodo revolucionou a história do marca-passo cardíaco. No coração existe o chamado nódulo sinusal, que controla as batidas cardíacas por meio de impulsos elétricos. Em nosso dia-a-dia as batidas cardíacas variam, mas um coração sadio consegue regularizá-las. No entanto, com a idade, ou por motivo de doenças, infecções, etc., o coração pode se tornar lento, provocando cansaço, tonturas, palpitações, etc. Torna-se necessária, então, uma cirurgia para o implante de um marca-passo no peito do paciente.

Através de um fio, que é colocado em uma grande veia e chega até o coração, o marca passo transmite seus impulsos elétricos, que voltam a regularizar as batidas cardíacas. O primeiro marca-passo da história da medicina foi implantado em 1958. No início, o grande problema residia nas pilhas que alimentam o aparelho.

Em 1967, a Catalyst Research Corporation, nos Estados Unidos, iniciou as pesquisas, que culminaram com a fabricação das pilhas de lítio-iodo. Essa pilha funciona com base na reação 2 Li + I2       2 LiI e obedece ao esquema abaixo. O iodo é aglomerado a um polímero na proporção de 6 : 1, fica envolto pelo lítio, e o conjunto é blindado com um revestimento de níquel ou aço inoxidável. A pilha de lítio fornece uma voltagem de 2,8 V e não pesa mais que 20 g. Suas vantagens são a não emissão de gases (o que permite fechá-la hermeticamente) e, o que é mais importante, uma duração de 5 a 8 anos, evitando assim que o paciente seja obrigado a frequentes cirurgias para trocar o marca-passo.


8.      Pilha ou célula de combustível.



Ao contrário das pilhas descritas anteriormente, que são dispositivos que armazenam energia elétrica, as pilhas de combustão são dispositivos de conversão contínua de energia química em energia elétrica. A idéia, em linhas gerais, é simples. A queima dos combustíveis produz energia.

Esse calor (energia) pode ser usado numa usina termoelétrica para produzir eletricidade, quando se obtém um rendimento da ordem de 40%. Considerando que as combustões são reações de oxi-redução, a idéia das pilhas de combustão é obter a energia liberada pela combustão já diretamente na forma de energia elétrica, o que eleva o rendimento para cerca de 55%.

Pilhas desse tipo foram usadas nas espaçonaves Gemini, Apolo e, agora, nos ônibus espaciais. Elas funcionam pela reação de combustão entre o hidrogênio e o oxigênio, produzindo água. As reações são:

No anodo: { H2 + 2OH à2H2O + 2e-
No catodo: {1/2 O2 + H2O + 2e-à2OH-
Reação global: {H2 + ½ O2 àH2O

A grande vantagem da célula de combustível é seu funcionamento contínuo e a produção apenas de água, que não polui o meio ambiente (nas espaçonaves, essa água é usada pela tripulação). Outra vantagem é ser mais leve do que, por exemplo, as baterias de chumbo. Sua principal desvantagem ainda é seu alto custo.